- Enzo Pellegrino

- há 1 dia
- 2 min de leitura

Filme: Giant Little Ones
Ano: 2018
Demorou um pouquinho, mas ainda dá tempo da dica de filme para o final de semana! 😉
Nesses dias de “doutrinação gayzista” (inserir meme), nossa dica é esse baita filme canadense que conta a história de Franky Winter (Josh Wiggins), um jovem ainda no colégio, que certo dia acaba tendo relações sexuais com seu melhor amigo, Ballas Kohl (Darren Mann), após uma bebedeira. A partir dai, tudo muda na vida dos jovens, amigos que sempre estiveram entre os mais populares do ensino médio: estrelas do time de natação, uma infinidade de amigos, altas festas e um monte de garotas correndo atrás, a típica “adolescência perfeita”.
O mais interessante da obra (brilhantemente dirigida por Keith Behrman) é a abordagem: o garoto, ao se relacionar sexualmente com o melhor amigo, automaticamente pode ser definido como homossexual ainda que continue saindo com garotas e possa se tratar de uma experiência única, que jamais se repetirá? Ou pode apenas ter vivido uma experiência com uma pessoa que ama, sendo homem ou mulher?
Tudo se torna ainda mais interessante porque o pai de Franky separou-se de sua mãe justamente ao se descobrir e assumir como homossexual, o que veio a abalar profundamente seu relacionamento com o filho (por motivo de preconceito). Após a relação sexual com o melhor amigo, no entanto, o protagonista terá que se olhar no espelho e rever o julgamento e o relacionamento com o genitor, até então rompido quase que por completo.
Excelente filme sobre autoconhecimento, amadurecimento e para refletirmos sobre nossa estranha mania de rotular pessoas e relações. A aceitação de si mesmo, especialmente na adolescência, é um tema extremamente pontual, visto que, infelizmente, tem crescido o número de suicídios motivados por essa dificuldade dos jovens homossexuais em se aceitar diante de uma sociedade ainda tão preconceituosa.
Nesse mês tão marcante para a comunidade LGBTQ+, é uma boa pedida para entendermos e respeitarmos o que realmente importa: o amor sem rótulos.
