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Dica de filme: Parasita

  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Filme: Parasita

Ano: 2019


O badalado filme sul-coreano, dirigido por Bong Joon-Ho, merece todos os elogios e não à toa foi indicado a inúmeras premiações, entre elas o Oscar 2020 que será apresentado em breve.


A obra conta como a família Kim, da camada social mais pobre da Coréia do Sul, aos poucos se aloja como um verdadeiro parasita na família Park, do extremo oposto social. Enquanto a primeira família batalha para sobreviver em uma casa que fica quase que integralmente no subsolo, imersa na famosa pindaíba, a segunda vive no que chamamos popularmente de “bolha”: mãe dona de casa, motorista particular, governanta, aulas particulares para os filhos, etc.


Sem entrar em mais detalhes porque entendo ser um filme para assistir “de peito aberto”,  indicamos não por uma análise jurídica a ser feita, como de costume. Dessa vez, a indicação se justifica pela intensidade da obra ao retratar a desigualdade social que assola o mundo (o retrato brasileiro não é diferente do que o filme mostra na Coréia). Em nossa sociedade, a exclusão social atinge níveis tão grotescos que o sonho de muitos não é ter muito, mas ter o mínimo. A possibilidade de ser explorado (como empregado) já é algo a se comemorar.


O mais interessante é que a história em momento algum tenta colocar ricos como vilões ou pobres como malandros, mas apenas mostra a realidade tão distinta das camadas sociais e como, dentro de cada um dos universos, seus membros podem ter dificuldade para enxergar seus iguais. Basta uma leve ascensão social ou financeira para ser criada a sensação de rompimento, de escalada social, quando na verdade pertencemos a uma maioria que é muito mais igual do que pensamos ou percebemos (poucos são os realmente privilegiados).


Nesse contexto, a indiferença social se sustenta de forma velada até o seu limite, mas, quando surge uma verdadeira luta de classes, ela termina sempre da mesma forma. É assim em qualquer lugar, especialmente em países como a Coreia e o Brasil, que têm tanto em comum: desigualdade social, indiferença, subordinação aos EUA e muito mais. “Que metafórico” (piada interna para quem já assistiu 😉).


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