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  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

O processo e tudo o que ocorre ao entorno dele!



Dica de filme: A Civil Action (“A qualquer preço”)

Ano de lançamento: 1998


Baseado em fatos reais, o filme tem como protagonista Jan Schlichtmann (John Travolta), advogado especialista em ações indenizatórias que ficou famoso por sua esperteza e tenacidade, um verdadeiro colecionador de causas judiciais que direciona seu trabalho a um único objetivo: ganhar dinheiro. “Acordista” por natureza, Jan vê sua vida mudar ao aceitar como clientes pessoas da pequena cidade de Woburn, Massachusetts, nos anos de 1980. Seus novos clientes perderam familiares por leucemia após duas grandes empresas contaminarem o rio local com o despejo de substâncias tóxicas, e a causa, financeiramente atrativa, mexe com os princípios e com o modo de pensar do advogado, que terá que enfrentar duas empresas poderosíssimas nos tribunais, uma delas representada pelo consagrado advogado Jerome Facher (Robert Duvall).

Por se tratar de um “filme de tribunal”, obviamente o tema central é jurídico, mas o interessante é poder observar questões da resolução de conflitos que não pertencem ao julgamento em si. O filme mostra muito sobre negociação e contenção de riscos para a realização de acordos, e que nem sempre as partes desejam transacionar logo de cara, o que pode fazer com que acabem gastando muito tempo, energia e dinheiro durante o desenrolar do processo (como o pagamento de custas judiciais, advogado, perícias técnicas e/ou médicas, etc). 


No entanto, mostra também que, quando as provas já foram colhidas e os laudos apresentados, as partes têm uma melhor noção de quem está mais próximo de uma vitória judicial, e surge novamente a possibilidade de um acordo (obviamente, existindo uma vantagem àquele que se encontra em uma melhor posição). 


O filme também mostra muito bem o desgaste das partes durante o processo, e como, já não aguentando mais os gastos ou a “dor de cabeça”, é possível que uma das partes, antes relutante, passe a querer resolver o caso por meio de uma transação.


Na parte da indenização, há, também, uma discussão muito atual e interessante sobre a diferença entre receber dinheiro e sentir que houve a promoção da justiça. E, no meio de tudo isso, os advogados (o filme é muito bom para mostrar a relação dos sócios advogados) exercendo uma função muito maior que a jurídica: a de ouvir seus clientes para entender seus medos e amenizar seus desejos.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 9 horas
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Confira!



Ano de lançamento: 2018


Sinopse: Doutor Polidoro (José de Abreu) é um juiz aposentado que, após uma vida de trabalho sério e personalidade austera, resolve destruir toda a calmaria comprando uma boate de striptease. Preocupada com o comportamento diferente do pai, Bia (Letícia Isnard) busca sua interdição na justiça, processo que faz Polidoro se reencontrar com o filho Paulo (Danton Mello) — com quem havia perdido contato após uma nebulosa briga no passado. Diante da impossibilidade de contar com a opinião de Paulo sobre a interdição do pai, visto não terem mais qualquer proximidade, o juiz da causa determina que tenham encontros semanais forçados, e essa reaproximação transformará suas vidas.

Mais um filme a provar a enorme qualidade do cinema nacional, “Antes que eu me esqueça” mostra muito do mundo jurídico, mas não se limita aos pormenores maçantes da lei.


Durante as audiências, podemos notar o quanto pode ser difícil e traumatizante um processo de interdição, especialmente quando se trata de alguém que sempre teve em suas mãos as rédeas da própria vida. Trata-se de uma questão que envolve orgulho, humildade para aceitar ajuda de pessoas próximas e paciência tanto do interditando, em aceitar sua nova condição, quanto do curador, que será responsável por cuidar de alguém que até então se cuidava sozinho e que tem suas próprias vontades e manias. .


Também se pode perceber a importância da participação do Ministério Público como fiscal da lei em ações que versem sobre interesse de incapaz (art. 178, II, CPC), e como se pode buscar soluções não convencionais para cada caso concreto, com medidas judiciais que podem inicialmente causar estranheza, mas que, especialmente diante de questões familiares, possibilitam uma solução mais coerente e pontual que as possibilidades frias da lei.


Há, também, um viés extremamente humano na questão, ao menos quando os envolvidos permitem que tudo transcorra com amor. Como bem diz o protagonista da história: “É assim que as coisas são: os pais cuidam dos filhos para que, um dia, os filhos possam cuidar dos pais”.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Documentário: ReMastered: Who shot the sheriff?

Ano: 2018

(Tem no Netflix!)


Eita que hoje vamos falar de um assunto que está borbulhando nos twitters da vida: a relação direta ou indireta entre cultura e política.


É justamente por isso que a indicação da vez é o excelente documentário que leva o nome de uma das mais famosas canções da lenda jamaicana Bob Marley. A obra faz parte de uma série de documentários da série “ReMastered”, e tem como escopo principal a tentativa de assassinato sofrida por Bob em 1976, em meio a uma acirrada disputa política em seu país natal.


O QUEEÊ? Por que alguém tentaria matar o cara que é símbolo de paz e amor? “I wanna know now!”


Pois é! Bob já era o ídolo máximo da Jamaica quando a disputa pelo poder atingiu o ápice de sua tensão. De um lado estava o primeiro-ministro Michael Manley, do Partido Nacional do Povo (PNP), socialista e com forte relação com Fidel Castro, o qual buscava a reeleição; do outro lado, seu rival era Edward Seaga, do Partido Trabalhista Jamaicano (JLP), acusado por muitos de ter ligação com a CIA (os intrometidos nunca falham, né? R tem gente que acha inútil estudar história :/ ).


Ambos os lados buscavam apoio de uma lenda que na verdade queria mesmo era uma Jamaica unida, forte e humana. Dias antes de um show gratuito para promover a paz, um atentado a tiros feriu entes queridos e inclusive a ele próprio, baleado no braço. Mesmo assim, realizou o show para mais de 80 mil pessoas e nele soltou a célebre frase: “As pessoas que estão tentando fazer o mundo um lugar pior não tiram dia folga. Como eu poderia tirar?” Em seguida, mudou-se para Londres e espalhou de vez o amor de suas músicas pelo mundo. (coração) (mundo).


“O resto é história”, é só tacar o play no documentário. E fica o exemplo de como a cultura pode amenizar conflitos e promover a paz e a humanidade entre os povos… Especialmente pela música, sempre pelo amor.


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