Dica de Série: Areia Movediça
- Enzo Pellegrino

- 25 de abr. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: há 2 dias
Fique ligado! E tem no Netflix

Filme: Areia Movediça (“Störst av Allt”)
Ano: 2019
(Tem no Netflix!)
Maja Norberg (Hanna Ardéhn) é suspeita de estar diretamente envolvida em um tiroteio em uma escola no bairro mais rico de Estocolmo. Por ser uma garota dócil e bem quista pela família e amigos, não parece capaz de estar ligada a qualquer tipo de crime, mas o envolvimento com Sebastian Fagerman (Feliz Sandman) muda sua vida e cria a dúvida: ela é culpada ou inocente?
Não só de Zlatan vive a Suécia! Tem série também! Com apenas 6 episódios na primeira temporada (gostamos), Areia Movediça é uma boa pedida para quem gosta de filmes/séries de tribunal e de estudar um pouco de direito comparado.
Interessante poder observar as várias semelhanças do sistema penal sueco com o nosso: tem audiência de custódia, instrução, prisão em flagrante, perícia forense, prisão preventiva, maioridade penal aos 18… E, dando graça a tudo isso, tem sexo e drogas também, jovem! Sem falar na atuação formidável do advogado de defesa, Peder Sander (David Dencik), e da demonstração perfeita de como o Ministério Público pode se perder dentro de sua gana incessante pela condenação. As provas, quando fora de contexto, nem sempre apontam para a verdade real. Vidas estão em jogo, há que se ter cuidado!
A verdade é que atentados em escolas infelizmente são assunto frequente ultimamente, mas a série aborda a temática de uma forma mais ampla, mostrando todas as influências que outros fatores têm sobre essas tragédias. É um enfoque importante para ressaltar o óbvio: ninguém mental e emocionalmente saudável simplesmente entra em um local e mata, a sangue frio, pessoas do seu convívio, especialmente aquelas que nada de mau lhe fizeram. O abandono familiar, os traumas, os vícios… Tudo, quando não tratado adequadamente, desagua nessas lamentáveis tragédias.
E se o atirador é julgado e condenado (fiquem tranquilos, não tem spoiler), onde cabe o nosso julgamento? Na dor da família das vítimas ou na dor da família do réu (geralmente, sofrem demais)?
Não precisa ter dó, mas um pouco de compaixão (por quem quer que seja) é sempre bem-vinda!




Comentários