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  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

Documentário: ReMastered: Who shot the sheriff?

Ano: 2018

(Tem no Netflix!)


Eita que hoje vamos falar de um assunto que está borbulhando nos twitters da vida: a relação direta ou indireta entre cultura e política.


É justamente por isso que a indicação da vez é o excelente documentário que leva o nome de uma das mais famosas canções da lenda jamaicana Bob Marley. A obra faz parte de uma série de documentários da série “ReMastered”, e tem como escopo principal a tentativa de assassinato sofrida por Bob em 1976, em meio a uma acirrada disputa política em seu país natal.


O QUEEÊ? Por que alguém tentaria matar o cara que é símbolo de paz e amor? “I wanna know now!”


Pois é! Bob já era o ídolo máximo da Jamaica quando a disputa pelo poder atingiu o ápice de sua tensão. De um lado estava o primeiro-ministro Michael Manley, do Partido Nacional do Povo (PNP), socialista e com forte relação com Fidel Castro, o qual buscava a reeleição; do outro lado, seu rival era Edward Seaga, do Partido Trabalhista Jamaicano (JLP), acusado por muitos de ter ligação com a CIA (os intrometidos nunca falham, né? R tem gente que acha inútil estudar história :/ ).


Ambos os lados buscavam apoio de uma lenda que na verdade queria mesmo era uma Jamaica unida, forte e humana. Dias antes de um show gratuito para promover a paz, um atentado a tiros feriu entes queridos e inclusive a ele próprio, baleado no braço. Mesmo assim, realizou o show para mais de 80 mil pessoas e nele soltou a célebre frase: “As pessoas que estão tentando fazer o mundo um lugar pior não tiram dia folga. Como eu poderia tirar?” Em seguida, mudou-se para Londres e espalhou de vez o amor de suas músicas pelo mundo. (coração) (mundo).


“O resto é história”, é só tacar o play no documentário. E fica o exemplo de como a cultura pode amenizar conflitos e promover a paz e a humanidade entre os povos… Especialmente pela música, sempre pelo amor.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Justiça? Para quem?


Série: Olhos que condenam (“When they see us”)

Ano: 2019

(Tem no Netflix!)


A nova minissérie que tá rolando no Netflix, produzida por Ava DuVernay, conta a história verídica que marcou o final da década de 1980, quando cinco jovens negros foram condenados por espancar, estuprar e matar uma mulher branca que corria no Central Park, em Nova York, nos EUA.


Tentando falar sobre o caso sem dar spoiler que faça a série perder a graça, trata-se de um mergulho no caso conhecido como “The Central Park Jogger Case”, relatado de uma forma multidimensional e não apenas com base nos documentos e depoimentos da época.


Juridicamente, a minissérie mostra os impressionantes abusos cometidos por todo o sistema acusatório, o preconceito social contra negros e pobres, a influência da mídia em julgamentos que ganham clamor popular, o senso deturpado de justiça de alguns otários como Donald Trump (e a influência que esses comentários de ódio possuem, bem semelhante ao que, infelizmente, também estamos vivenciando por aqui), a politização de assuntos criminais e diversas falhas de um sistema que foi criado para falhar com pobre.


O que também se mostra interessante são os desdobramentos de condenações injustas, pois não se trata “apenas” do período em que o réu permanece preso injustamente, mas de como isso destrói suas famílias, cria traumas eternos e desnuda a fragilidade do sistema que promete a ressocialização do detento, impossível diante do estigma criado pela condenação injusta e que terá que carregar quando (se) estiver em liberdade.


Tudo tenebroso, e tudo real, tanto na época quando hoje em dia, pois está longe de morrer a prática criminosa utilizada por servidores públicos para, supostamente, “combater o crime”. Inventar provas, ocultar documentos, coagir o réu e instruir testemunhas são práticas que acontecem todos os dias, em maior ou menor escada, mas que nem sempre vêm à tona. A maioria das injustiças não são revertidas ou reveladas, e provavelmente mais uma esteja acontecendo nesse momento, no fórum mais perto de você.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • 25 de abr. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Fique ligado! E tem no Netflix



Filme: Areia Movediça (“Störst av Allt”)

Ano: 2019

(Tem no Netflix!)


Maja Norberg (Hanna Ardéhn) é suspeita de estar diretamente envolvida em um tiroteio em uma escola no bairro mais rico de Estocolmo. Por ser uma garota dócil e bem quista pela família e amigos, não parece capaz de estar ligada a qualquer tipo de crime, mas o envolvimento com Sebastian Fagerman (Feliz Sandman) muda sua vida e cria a dúvida: ela é culpada ou inocente?

Não só de Zlatan vive a Suécia! Tem série também! Com apenas 6 episódios na primeira temporada (gostamos), Areia Movediça é uma boa pedida para quem gosta de filmes/séries de tribunal e de estudar um pouco de direito comparado.


Interessante poder observar as várias semelhanças do sistema penal sueco com o nosso: tem audiência de custódia, instrução, prisão em flagrante, perícia forense, prisão preventiva, maioridade penal aos 18… E, dando graça a tudo isso, tem sexo e drogas também, jovem! Sem falar na atuação formidável do advogado de defesa, Peder Sander (David Dencik), e da demonstração perfeita de como o Ministério Público pode se perder dentro de sua gana incessante pela condenação. As provas, quando fora de contexto, nem sempre apontam para a verdade real. Vidas estão em jogo, há que se ter cuidado!


A verdade é que atentados em escolas infelizmente são assunto frequente ultimamente, mas a série aborda a temática de uma forma mais ampla, mostrando todas as influências que outros fatores têm sobre essas tragédias. É um enfoque importante para ressaltar o óbvio: ninguém mental e emocionalmente saudável simplesmente entra em um local e mata, a sangue frio, pessoas do seu convívio, especialmente aquelas que nada de mau lhe fizeram. O abandono familiar, os traumas, os vícios… Tudo, quando não tratado adequadamente, desagua nessas lamentáveis tragédias.


E se o atirador é julgado e condenado (fiquem tranquilos, não tem spoiler), onde cabe o nosso julgamento? Na dor da família das vítimas ou na dor da família do réu (geralmente, sofrem demais)?


Não precisa ter dó, mas um pouco de compaixão (por quem quer que seja) é sempre bem-vinda!


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