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  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

História de um casamento

2019

Tem no Netflix!

Quanto tempo duram intactas as famílias que vivem como nas propagandas de margarina?


Charlie (Adam Driver) é um conceituado diretor de teatro que vive uma vida aparentemente perfeita de amor, carinho, respeito e admiração com sua esposa e atriz Nicole (Scarlett Johansson) e o filho Henry (Azhy Robertson).


Mas como nem tudo é como parece e nada nesse mundo é eterno (especialmente as pessoas e relacionamentos, que estão sempre em constante mudança), as ilusões vão desaparecendo e o casal entra em crise. Mas bora falar pouco sobre a história em si para evitar spoilers, né?


Embora nossas leis sejam diferentes das que envolvem a trama, os problemas que surgem com toda separação são os mesmos: sofrimento, tentativas de fazer dar certo e, diante do impasse quanto ao seu Enzo, digo, filho, a briga pela guarda.


É justamente ai que o filme vale muito para advogados e demais apaixonados por Direto (de Família, no caso). Os reflexos que a separação tem no filho (que culpa um dos pais e quer proteger o outro), a briga entre pai e mãe pela convivência com a criança (com definição de horários para visita), fixação de alimentos, partilha de bens... enfim, todos os problemas se assemelham e são muito bem demonstrados no filme, assim como o objetivo maior de tudo: a luta para garantir o melhor interesse da criança (princípio primordial do nosso ECA e que também vigora nos EUA).


Também vale a pena conferir como a atuação dos advogados pode ser facilitadora quando se dá se forma humana e razoável, e como pode atrapalhar as relações de afeto quando outros interesses são colocados em primeiro lugar, com prevalência da falta de confiança em detrimento dos arranjos que existem e são respeitados pelo casal.


Baita filme: fofin, dramático e com muito do mundo do Direito :)


E fica a pergunta: se o casamento termina, o amor tem necessariamente que morrer com ele?


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura


Filme: A vida dos outros (Das leben der Anderen)

Ano: 2006


Dirigida por Florian Henckel von Donnersmarck (saúde!), a obra alemã ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro e mostra o cenário de grande perseguição que existia na Alemanha Oriental, por parte do próprio Estado, contra aqueles que ousassem criticar o regime totalitário então vigente.


O filme mostra o romance vivido entre um consagrado diretor e escritor de peças de teatro (Georg Drayman) e uma bela e e famosa atriz (Christa-Maria Sieland), vítimas de investigação por estarem supostamente traindo o regime comunista. Com essa desculpa, o Ministro da Cultura, na verdade também interessado na atriz, vale-se da Stasi (como se chamava a temida polícia secreta do país) para espioná-los e assim, quem sabe, alcançar seus interesses pessoais.


É justamente nesse ponto que surge outro personagem central do filme: o calculista agente secreto da Stasi, Gerd Wiesler, encarregado de espionar o casal em tempo integral por meio de escutas plantadas em sua residência.


Embora se trate de um filme que aborda muito do contexto histórico europeu e especialmente alemão vivido enquanto perduravam ditaduras comunistas, uma abordagem jurídica se mostra sempre interessante: quais os limites da atuação do Estado em relação aos direitos e garantias fundamentais de cada cidadão?


Em quais cenários, em nosso país, seria possível (ou moralmente aceitável) interceptar ligações, implantar escutas ou invadir domicílios para investigar um cidadão suspeito de algo? Existem limites à liberdade de expressão e à inviolabilidade de domicílio?


O assunto parece tratar de algo que ficou no passado, quando alguns regimes impunham que o indivíduo servisse ao Estado, e não o contrário. No entanto, em tempos tão sombrios de desconfiança, desrespeito à liberdade de crítica e uso até mesmo de violência sob a justificativa de combate a um incansável “fantasma comunista”, é algo a se pensar e que dá ainda mais valor à nossa indicação da vez: a vida dos outros.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura


Filme: O Sol é para todos (“To Kill a Mockingbird”)

Ano: 1962


Scout Finch (Mary Badham) e Jem (Phillip Alford), seu irmão mais velho, vivem na pacata cidade de Maycomb, Alabama, e passou grande parte do tempo perambulando por ai com seu amigo Dill (John Megna). Entre as tantas coisas que a criançada faz (fazia, né?) ao brincar o dia todo na rua, ficavam a espionar um vizinho recluso e misterioso chamado Boo Radley (Robert Duvall). Certo dia, o pai das crianças, Atticus (Gregory Peck), um respeitado advogado, é nomeado para defender um homem negro chamado Tom Robinson (Brock Peters) contra acusações infundadas de estupro contra uma mulher branca, em um julgamento épico que expõe às crianças às maldades, racismo e estereótipos tão presentes na sociedade e até então inexistes em sua infância.


O filme, baseado no formidável romance de Harper Lee, se tornou um grande clássico do cinema e, além de marcar época, desde o seu lançamento aparece sempre entre os mais indicados a quem atua ou estuda a área jurídica.


E não é para menos, pois ele mostra o julgamento de um homem negro em uma cidade pequena e conservadora dos EUA, em uma época em que os negros não eram tratados como pessoas, pois ainda extremamente presente a segregação racial, nítida inclusive durante o júri, já que, dentro do tribunal, os brancos entram primeiro e aos negros é reservada uma segunda categoria de assentos, em outro patamar.


Como é difícil falar sobre esse filme sem dar spoilers (existe spoiler de filme lançado em 1962? hahaha), fiquem apenas com a indicação dessa obra que rompeu barreiras, desafiou todo um sistema e ainda nos brindou com um inesquecível discurso de igualdade de todos perante a lei, feito por um consciente advogado branco para defender, à frente de toda a cidade, um injustiçado trabalhador negro.


“Só existe uma categoria de pessoas: pessoas”.


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