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  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Amor não falta, mas será que só amor é o suficiente?



Filme: Uma lição de amor (“I am Sam”)

Ano: 2002


Começou o frio, então nada melhor que um filminho daqueles pra aquecer o coração, né? “I am Sam” conta a história de Sam Dawson (Sean Penn), um homem adulto com deficiência mental que é completamente apaixonado pela filha Lucy (Dakota Fanning) e a cria com a ajuda de amigos. No entanto, ao completar 7 anos de idade, surge uma incompatibilidade: a criança começa a ultrapassar a intelectualidade do pai, o que o faz perder a guarda da filha, que é abrigada e, posteriormente, integrada em uma família interessada em sua adoção. Para tentar recuperar a guarda da filha, Sam conta com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer) em uma interessante batalha judicial.


Que possibilidades tem um deficiente mental para cuidar sozinho de uma filha ainda criança? O filme do genial Sean Penn aborda uma luta jurídica tida por impossível: um pai com atraso mental pleiteando a guarda de sua filha tendo como maior arma o amor que os une, enquanto do outro lado estão o melhor interesse da criança, melhores possibilidades de evoluir intelectual e emocionalmente, uma vida mais segura e, ao menos teoricamente, um futuro melhor.


O desenrolar da história mostra muito bem as diversas facetas de uma disputa judicial pela guarda de uma criança e o quão difícil pode ser a decisão de com quem ela deve ficar, ainda que todos os interessados tenham a melhor das intenções e todo o amor do mundo para acolhê-la e criá-la da melhor forma possível. Uma incrível lição de amor (ótimo o título traduzido!), especialmente àqueles que esquecem qual o objetivo principal de uma ação de guarda (o melhor interesse da criança) e acabam fazendo dela uma “picuinha" com o/a ex, lamentavelmente transformando a criança — totalmente inocente — em instrumento de vingança.


As crianças devem ser tratadas com muito cuidado, inclusive juridicamente falando. Seu bem estar é primordial para que possa desenvolver suas aptidões, e isso envolve tanto a parte emocional (afeto, carinho, sentir-se amada), quanto a parte estrutural (acesso a uma boa educação, saúde, lazer). Seus direitos devem ser sempre respeitados e garantidos, e entre eles estão o direito de sonhar, de serem amadas, felizes e, principalmente, de serem crianças.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Willem Dafoe em uma atuação digna da genialidade de Van Gogh



Filme: No Portal da Eternidade

Ano: 2018


Saindo um pouco das indicações jurídicas, hoje recomendamos a cinebiografia (diretor: Julian Schnabel) do lendário pintor holandês Vincent Van Gogh (Willem Dafoe), obra diferente das biografias que costumeiramente fazem sobre grandes nomes de nossa história.


Na verdade, o filme é uma experiência única para quem aprecia experiências sensitivas complexas. A própria filmagem, aliada à trilha sonora e à variação das cores de acordo com o estado de espírito do pintor, nos insere no protagonista e nos faz ver mais do ser humano por trás do hoje consagrado artista, tudo, claro, em meio a uma grande interação com a natureza e sob a permanente influência da luz solar, o que se reflete em seus quadros.


Ao retratar um homem complexo e com uma estilística tão diferente do que se valorizava à época (“nascido em uma época errada, com o dom de pintar para quem ainda não nasceu”), o diretor proporciona uma discussão também sobre o preconceito que existe contra os artistas, especialmente em relação à saúde mental, já que se pensa que a arte é sempre uma consequência dela, e nesse caso é justamente o contrário, pois serve para amenizá-la, para manter os pensamentos no lugar.


Em tempos tão sombrios de retrocesso, com o fortalecimento da ideia de que “artista é vagabundo”, com tantos papos absurdos e inverdades difundidas sobre a “Lei Rouanet” e com tanta gente borbulhando ódio para justificar internamente o medo daquilo que não se entende, a sensação é de que parece ser normal nascer na época errada: Van Gogh pintava para o futuro, enquanto tantos outros, hoje, vivem e gritam para o passado.


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    Enzo Pellegrino
  • 29 de abr. de 2019
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Hoje é dia de anime!



Filme: Mirai

Ano: 2018


Sinopse: O pequeno Oota Kun é um menino extremamente feliz ao lado dos pais e do cachorro, mas tudo muda com a chegada de Mirai (em japonês, significa “futuro”), sua nova irmãzinha. Sentindo-se destronado devido ao ciúmes, muda drasticamente seu comportamento, mas encontra, no próprio quintal, um mundo fantástico que o levará a conhecer melhor a si mesmo e a sua família.

Se você gosta de animações orientais ou da temática familiar, não pode perder Mirai. Se gosta dos dois, pode parar aí o que estiver fazendo e já dar uma conferida. Perde tempo não!


Embora não trate especificamente de um tema jurídico, o assunto tratado pelo filme é essencial para nossa vida e gera incontáveis problemas que podem, no fim das contas, assumir aspecto relevante no mundo do Direito: o amadurecimento infantil e as relações familiares. Também podemos notar as dificuldades encontradas pelos pais para conciliar paternidade e trabalho, e como é importante que o homem seja realmente homem e contribua efetivamente na criação dos filhos, que, ainda novos, já percebem o cuidado destinado a eles (pode ser vagabundo se quiser, mas não dá pra esconder isso da criançada, talquei?).


A sensibilidade dos filmes que tratam sobre a dinâmica familiar ajuda, ainda que subjetiva ou indiretamente, no exercício de quem trabalha com Direito de Família, e nada melhor que os animes para transmitir essa sensibilidade de uma forma acentuada, honesta e impactante, misturando a realidade nua e crua com muita imaginação e fantasia. Vale muito a pena!


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