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  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Noam Chomsky, questões familiares, muito amor e Guns N' Roses!



Ano de lançamento: 2016

Sinopse: Ben (Viggo Mortensen) e sua esposa têm seis filhos e decidem criá-los de uma forma excêntrica, em meio à floresta, distante da civilização e de todos os padrões sociais comumente impostos: criá-los em desacordo com o sistema. Diferentemente das outras crianças, os filhos de Ben aprendem desde cedo a caçar, lutar, praticar exercícios pesados e tudo o mais que se mostra necessário para sua sobrevivência. Quanto à educação, ao invés de seguirem o roteiro de aulas normais do ensino fundamental e médio, lêem obras clássicas, debatem e aprendem de forma muito mais avançada do que as crianças de sua idade. Evolução, autoconhecimento e autossuficiência. Tudo caminha bem até que uma tragédia os mobiliza e os faz irem de encontro à civilização, confrontando modos de viver e pensar totalmente distintos.

Este que vos escreve (instagram: @enzopell) tem que admitir que ama esse filme (de paixão!). Com atuações impecáveis e uma história realmente bela, a obra nos faz pensar, refletir e contestar vários aspectos de nossas próprias vidas e daqueles que nos cercam, especialmente quanto ao tratamento que destinamos às crianças, aos delírios de consumo e ao que se mostra realmente essencial para que possamos viver bem e felizes.


Mostra, ainda, a incrível aventura de ser pai.


A família central da história vive sob os preceitos de Noam Chomsky (anarquismo/socialismo libertário), e quem não o conhece terá uma boa oportunidade para mergulhar em suas pesquisas após assistir ao filme, que, como bem definido pela página Adoro Cinema, “é uma mistura de Pequena Miss Sunshine com Na Natureza Selvagem.” (dois filmes excelentes, vale dizer).


O filme também cria o interessante debate sobre a liberdade e os limites no exercício do poder familiar. Até que ponto os pais podem definir a forma de criar seus filhos? Não criá-los como a maioria significa, necessariamente, que estão sendo prejudicados? Essa dúvida se mostra latente na obra, que aborda a questão da perda desse poder e da modificação de guarda quando outros membros da família demonstram maior capacidade para criar e proteger as crianças, o que, de acordo com o ECA, seria o princípio do melhor interesse do menor.


Noam Chomsky, questões familiares, muito amor e Guns N' Roses na trilha sonora: eis uma receita infalível.

Ah, já ia me esquecendo: “Power to the people, stick it to the man!


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • 14 de jan. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 10 horas

Criando um filho em meio às turbulências do fim de um relacionamento



Ano de lançamento: 1979

Vencedor do Oscar de melhor filme em 1980.


Sinopse: Ted Kramer (Dustin Hoffman) é um profissional para quem o trabalho vem antes da família. Joanna (Meryl Streep), sua esposa, após 7 anos de casamento, não consegue mais suportar sua tristeza e vai embora para outra cidade para tentar se encontrar e ser alguém além de uma dona de casa, deixando para trás também o filho, Billy (Justin Henry), que fica sob os cuidados do pai.

Quando Ted consegue finalmente ajustar seu trabalho às novas responsabilidades, intensificando os laços com o filho (que passa a ser prioridade em sua vida, diga-se), Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted não aceita e os dois vão para o tribunal lutar pela custódia do garoto.


Trata-se de um filme que retrata uma situação corriqueira em nossa sociedade: a discussão entre pai e mãe sobre a custódia (guarda) do(s) filho(s). Embora a briga judicial se passe em um tribunal dos Estados Unidos, os termos são muito parecidos, cabendo a um juiz a decisão sobre quem é melhor capacitado para cuidar do menor após análise de um conjunto de fatores, tais como renda, tempo disponível, histórico de conduta, etc.


O espectador pode assistir com perfeição os vínculos que o filho tem com ambos os pais e como o atrito do casal pode refletir diretamente no comportamento e na saúde emocional da criança, que ama os dois e não deve, de maneira alguma, ser colocada em uma posição de ter que escolher apenas um deles.


Além disso, a obra mostra como pode ser pesada uma discussão judicial sobre guarda/custódia de um menor, bem como a importância de os pais evitarem a alienação parental e de terem sempre em mente o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente, principal instituto do nosso Estatuto da Criança e do Adolescente.


  • Foto do escritor: Enzo Pellegrino
    Enzo Pellegrino
  • 16 de out. de 2018
  • 1 min de leitura

Veja como os Tribunais vêm decidindo a questão!



O amor de um casal pode terminar, mas o amor pelo bichinho de estimação… Ah, esse não acaba nunca! O que acontece, então, quando o casal tem um animal em casa e o relacionamento termina? Quem fica com o pet?


A legislação brasileira não tem regulamentação própria para tratar do assunto, mas o mundo do Direito tem que se adaptar às mudanças sociais para não “parar no tempo”. Sendo assim, vem sendo utilizado, por analogia, o mesmo sistema legal utilizado para definir a situação dos filhos do casal.


Muito embora o Código Civil trate os pets como bens (coisas), a inegável afetividade existente na relação com os “donos” fez com que o Tribunal de Justiça de São Paulo — e diversos outros — equiparasse a situação aos conflitos por guarda ou visitação de crianças diante do término da relação do casal, seja um casamento ou uma união estável.


Os princípios gerais do direito dão força ao entendimento, já que os animais são adquiridos não para gerar riqueza material, mas com o intuito de gerar afeto, amor, de uma verdadeira satisfação pessoal e inclusão de um membro à família.


Com o entendimento de equiparação do pet à criança, surge a possibilidade também da guarda compartilhada (que aparecerá aqui no perfil em breve), regulamentação do direito de visitas e até mesmo do dever de prestar alimentos, já existindo, inclusive, decisões judiciais nesse sentido.


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